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A Universidade do Futuro na visão da Falconi

  • 4 min para ler

Como será a Universidade do Futuro? No contexto desta crise sanitária que afetou o mundo inteiro, tentamos entender quais são as mudanças ocorridas no modelo de educação atual e vislumbrar como será a universidade de amanhã.

Para compreender de forma global a Universidade do Futuro, nós da D2L entrevistamos pessoas que estão diretamente envolvidas nas profundas mudanças pelas quais passa a educação no Brasil. A seguir, você encontrará uma pequena parte do conteúdo que integra o ebook sobre a Universidade do Futuro, disponível neste link.

Desta vez, quem compartilha seu ponto de vista conosco é a Juliana Duarte Scarpa, CEO da Falconi.

Quais serão os aspectos-chave da universidade do futuro?

A universidade do futuro estará focada na experimentação e solução de problemas reais, trará o conhecimento aplicado à medida que promove, num mesmo lugar e instante, o acesso ao conhecimento e a prática. A tecnologia permite o aprendizado anywhere, as pessoas podem estar no local de trabalho conectadas com especialistas e uma rede de colaboração que trará não só conhecimento, mas também os insights de como resolver problemas, como gerar valor. Esta conexão permitirá o lifelong learning, pois neste modelo não existe o tempo de aprender e o tempo de aplicar, tudo acontece simultaneamente. Caberá aos professores e universidades a curadoria do conhecimento e irão conduzir o processo mediando a discussão, possibilitando a aplicação e acelerando o processo de geração de valor, o perfil empreendedor de cada profissional. Certamente teremos no futuro próximo a aceleração e democratização do ensino online, que contará com novas tecnologias e objetos de aprendizagem; certamente sairemos da “digitalização” do ensino para, de fato, utilizarmos a tecnologia como catalisadora da disseminação do conhecimento, da educação. Com o aumento da velocidade da internet e desenvolvimento e acesso à tecnologia, a inteligência artificial e realidade virtual revolucionará, de fato, a educação.

 Quais serão as mudanças na estrutura física das universidades e no papel dos estudantes?

O grande diferencial não estará mais na robustez das instalações da universidade ou na sua localização, mas no desenvolvimento de locais de experimentação, prática e execução. A tecnologia permitirá a democratização da educação e a descentralização do local do ensino, permitindo o acesso em qualquer lugar e a experimentação como grande pilar do novo modelo. O uso de games (AI) e realidade virtual será essencial neste processo. Os estudantes não mais aceitarão o modelo tradicional e buscarão o novo, o que moverá a indústria de forma muito mais rápida. Devemos sair de um modelo punitivo, em que se estuda o que vai cair na prova e o erro é punido com a nota, para um modelo de assessment, que aponta o que precisa ser desenvolvido. Precisamos desenvolver pessoas com espírito empreendedor e, para isso, é preciso aceitar o erro. Os alunos também precisam se reinventar tendo em vista as ondas de extinção de postos de trabalho.

Você acredita que os modelos de aprendizagem e ensino evoluirão?

Penso que o futuro das universidades passa pela construção de comunidades onde as aulas serão dadas simultaneamente por professores geograficamente dispersos e em rede, da mesma forma que os alunos estarão em todos os lugares. Professores serão curadores do conhecimento, incentivadores do empreendedorismo, da capacidade de realização e também serão mediadores das descobertas e da aplicabilidade dos novos conhecimentos. Assim, terão um papel ainda mais importante no desenvolvimento de competências essenciais no século XXI como o senso crítico, adaptabilidade, empatia, abertura ao novo, capacidade de inovação e resiliência. A tecnologia amplificará o peer to peer, grande diferencial da educação do futuro. Neste caso, o conteúdo online será dinâmico, além de transmitido através de objetos de aprendizagem que deverão promover sempre a reflexão e a ação. Uma rede de colaboração, comunidade e curadoria deverá fazer parte de todo o modelo. A começar pelas universidades e educadores. Num mundo sem barreiras físicas ou geográficas, a “exclusividade” ficará certamente comprometida, e os modelos colaborativos em que todos são beneficiados deverão permear o futuro da educação garantindo acesso ao conhecimento e oportunidade de realização de maneira mais democrática e menos elitista.

 Quais as principais resistências que eventuais novos modelos encontrarão e como diminuí-las?

A resistência está em enfrentar o desconhecido. Não podemos pensar que, ao trazer tecnologia e novas possibilidades, as pessoas saberão o que fazer com elas. Os professores aprenderam a lecionar em instituições do século passado (ou deste século ainda!), então antes de mais nada precisam desenvolver novas competências, adquirir conhecimento novo que represente, sobretudo, a chance de ter maior sucesso naquilo que é o grande goal: formar pessoas. As instituições precisam aprender a monetizar o ensino num modelo onde o grande diferencial não estará mais na estrutura física ou até mesmo na jornada acadêmica dos educadores.

 

Juliana Duarte Scarpa

Co-founder e CEO da FRST Falconi, sócia da Falconi, Juliana é graduada em Engenharia Química pela UFMG, especialista em Finanças Corporativas pela UNICAMP e mestre em Engenharia Química/Controle Ambiental pela UFSCar. Iniciou sua carreira na Falconi em 2000 e, como sócia, atou em diversos segmentos como: bens de consumo, transporte e logística, e-commerce, varejo e médico-hospitalar.

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