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A Universidade do Futuro na visão da UNIT

  • 5 min para ler

Para compreender de forma global a Universidade do Futuro, entrevistamos pessoas que estão diretamente envolvidas nas profundas mudanças pelas quais passa a educação no Brasil.

De modo geral, quando falamos do futuro é comum imaginarmos elementos dignos de ficção científica. Mas como acreditamos que será a Universidade do Futuro? Nós da D2L nos fizemos essa pregunta e, para nos ajudar a encontrar respostas, entrevistamos alguns dos protagonistas das mudanças na educação do Brasil.

Nesta ocasião, conversamos com Arleide Barreto Silva, Pró-Reitora de Graduação da Universidade Tiradentes (UNIT). Esta é apenas uma amostra das diferentes conversas que estão no ebook Universidade do Futuro, disponível neste link.

Como você imagina a universidade do futuro?

Com a aceleração dos processos rumo a uma transformação digital, o que inclui a educação, deixa claro o caminho que a universidade seguirá: educação digital. Um currículo flexível, inteligente e adaptado às demandas do mercado de trabalho também será uma característica da universidade do futuro. O conceito de espaço e tempo no contexto pós-pandemia, sobretudo, no âmbito educacional vai promover discussões profundas sobre prioridades e possibilidades de aprendizagem. Por que se deslocar ao campus para participar de uma aula expositiva se isso pode ser feito com uso de videoconferências? O espaço da sala de aula física, sem dúvidas, será ressignificado e transformado num espaço de construção de saberes de forma ativa, colaborativa e voltada para o desenvolvimento de competências e habilidades. Caberá à sala de aula virtual o papel de conectar os estudantes entre si, iniciar e continuar discussões, indicar de forma personalizada a trilha de aprendizagem e monitorar o desempenho dos alunos.  A universidade do futuro continuará pulsante, inovadora, construtora de novos saberes e colocará o protagonismo do aluno como elemento fundamental do seu processo de desenvolvimento acadêmico, profissional e socioemocional.

 Que papel a tecnologia desempenhará nesse contexto?

Que a tecnologia será uma forte aliada da Educação não há dúvidas. Portanto, garantir o acesso de todos aos recursos de tecnologia, tanto internet quanto dispositivos, é indispensável para o desenvolvimento de um projeto pedagógico. A tecnologia apoiará alunos e seus professores, mentores, pares ou outros papéis assumidos pelo mediador educacional, a encontrar soluções personalizadas e compatíveis com suas necessidades. Os alunos são muito diferentes, desde suas histórias de vida aos seus estilos de estudo. Por isso, suas demandas de aprendizagem precisarão ser personalizadas. Para atender a esse cenário, o uso de dados analíticos e inteligência artificial será imprescindível, não apenas para criar indicadores preditivos de evasão para gestores, mas para impulsionar o desempenho de cada aluno em prol da sua aprendizagem. Objetos de aprendizagem serão diversificados, personalizados, realísticos para os alunos, desde recursos digitais até soluções para projetos de laboratórios cada vez mais imersivos e sensoriais. Caberá à Universidade a provocação de mudanças paradigmáticas de modelos educacionais, sempre priorizando a aprendizagem e rediscutindo o papel do professor como um designer de experiências com uso intenso de tecnologias.

 Quais são as principais resistências aos novos modelos e qual é a importância da colaboração entre universidades nesse contexto?

A resistência está ancorada em tensões que se encaixam no tradicionalismo ainda existente na educação. A figura central na virada de chave e mudança de mindset desse processo é o docente, que precisa entender a tecnologia não como uma concorrente e sim como um suporte metodológico para suas práticas. Faz-se oportuno ressaltar que o forte investimento em formação continuada é a peça fundamental nesse processo da transformação, agregados ainda, ao comprometimento e engajamento a ser desempenhado pelo professor, tutor, preceptor, mediador educacional, ou qualquer outra designação que essa função receba. Outro ponto de destaque é que uma instituição de ensino se faz por diferentes atores e estes também precisam estar imersos nas discussões que envolvem os novos cenários da universidade do futuro, modelos de aprendizagem, ferramentas e tecnologias, modelos síncronos e assíncronos entre tantas outras necessidades. Discutir as oportunidades e boas práticas em um cenário de tanta incerteza será fundamental. O intercâmbio de experiências entre universidades e seus professores só agregará na construção de uma nova forma de construir conhecimento e formar pessoas. Espera-se que os novos desenhos curriculares da universidade do futuro promovam maior intercâmbio entre todos os sujeitos da comunidade acadêmica. Para tanto, discutir as necessidades de forma colaborativa agregará a esse intercâmbio entre professores e instituições.

 Qual é o papel do estudante nessa nova configuração educacional?

Atualmente, o acesso à informação em ambientes digitais é mais democrático, tendo em vista de que por meio de um smartphone com internet, os estudantes podem estabelecer uma rede de interação e aprendizagem. Nesse contexto, os alunos do ensino básico, sobretudo aqueles advindos de escolas privadas, são expostos a situações de aprendizagem inovadoras que lhes dão mais autonomia e propiciam um potencial desenvolvimento do seu protagonismo. No futuro que já é presente, os discentes se envolverão mais com o processo de aprendizagem voltado para um modelo de microlearning pautado no just in time learning, os quais refletem situações de aprendizagem com objetivos claros e relacionados ao saberes que necessitam ser mobilizados para que o processamento cognitivo se torne mais palpável e significativo. Nessa perspectiva, é de se esperar que as universidades recebam estudantes mais questionadores, que aprendam mais por meio da experiência empírica e dialogada com o mundo do trabalho.  Além disso, a universidade do futuro deve ajudar os estudantes a desenvolverem habilidades voltadas ao contexto socioemocional.

 

Arleide Barreto Silva

Professora do Ensino Superior por 20 anos, Arleide tem experiência na área de Educação, com ênfase em Administração de Unidades Educativas, atuando principalmente nos seguintes temas: Gestão Acadêmica, Gestão de Processos, Serviços, Recursos Humanos e Qualidade. É doutoranda em Educação pela Universidade Tiradentes, Mestre em administração pela Universidade Federal da Paraíba (2003); Especialista em Administração Universitária – OUI/IGLU (2002); Especialista em Jornalismo Político e Econômico – FITs (1995); Especialista em Administração de Empresas – FITs (1993); Especialista em Administração e Gerência de Unidades de Ensino – FITs (1992); Licenciada Plena em Pedagogia – Associação de Ensino e Cultura Pio Décimo (1991).

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