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Devemos acompanhar o tempo de estudo de um aluno ou a sua aprendizagem?

  • 4 min para ler

Recuperar a aprendizagem perdida dos alunos e colocá-los de volta no rumo correto será um dos maiores desafios que instituições de ensino irão enfrentar na educação pós-pandemia.

A resposta óbvia para a pergunta acima é que o que importa é acompanhar a aprendizagem dos alunos. Afinal, só quem aprende consegue passar em vestibulares e concursos, só quem tem diferentes competências consegue manter seu emprego ou a sua empresa funcionando. Só quem realmente sabe interpretar o mundo de forma crítica, consegue tomar suas decisões pessoais, referentes aos seus relacionamentos, à sua saúde e as decisões políticas. Em um mundo que demanda de todos nós um nível de aprendizagem cada vez mais complexo, é importante que as escolas e instituições de ensino superior dediquem todos os seus esforços àquilo que realmente importa: ao desenvolvimento dos alunos.

No entanto, toda a regulação do processo educacional gira em torno do tempo de estudo. É necessário que o aluno compareça à instituição por um número definido de horas para poder ser aprovado em um determinado curso; as instituições têm de comprovar às autoridades que ofereceram e os alunos compareceram a X horas de curso para validar os certificados; os cursos a distância assíncronos oferecem textos, vídeos, objetos de aprendizagem e alguns webinários, mas são regulados pelo número de horas que se imagina que o aluno vá dedicar ao curso.

É claro que a aprendizagem também conta no processo regulatório. Sempre há espaço para as instituições definirem seu processo de avaliação: pode ser uma ou mais provas objetivas; pode ser uma mistura de provas objetivas e discursivas, podem ser trabalhos. A nota para aprovação também é definida pela instituição. Pode ser um percentual da nota possível total (50, 60, 70%) ou algum conceito definido internamente pela instituição.

O que será que um aluno que atingiu 50% em introdução à administração aprendeu? O que será que um aluno que passou de ano da 7ª série em matemática sabe, de fato? Como saber o que uma aluna que tirou 100% em uma prova objetiva de português ou inglês sabe realizar em termos de uso da linguagem? Será que ela sabe persuadir? Será que ela sabe criar narrativas? Mesmo que o conteúdo programático informe que o curso trabalha persuasão e criação de narrativas, é difícil imaginar que uma prova objetiva dê conta de avaliar essa competência.

Ou seja, estamos em um sistema regulatório que enfoca o tempo dedicado a um curso com muito mais precisão do que as competências que os alunos desenvolvem ao longo do curso. Vale ressaltar, no entanto, que o sistema regulatório não impede que as instituições enfoquem a aprendizagem e criem mecanismos para avaliá-la. Isso significa que, na prática, a responsabilidade de aferir a aprendizagem de conceitos e o desenvolvimento de competências por parte dos alunos é de cada instituição ou rede de ensino. Quem quiser dar mais ênfase à aprendizagem do que ao tempo dedicado ao ensino ou a assistir aulas, pode fazer isso. Se a escola ou instituição de ensino superior decidir que é vantajoso para seus alunos enfocar a aprendizagem, ela pode fazer isso.

E por que é tão difícil enfocar a aprendizagem acima de tudo? Por que isso significaria acompanhar cada aluno até ele dominar as competências mínimas definidas pela escola e as que cada aluno ou aluna pretende desenvolver. Não é fácil avaliar isso a cada semestre, trimestre ou bimestre. Na logística tradicional da escola, em que um professor se dedica a X alunos por X minutos presencialmente, talvez uma ênfase excessiva sobre a avaliação da aprendizagem signifique parar de trabalhar o conteúdo e o desenvolvimento de habilidades e competências para ficar elaborando, aplicando e corrigindo avaliações constantemente, o que também não é produtivo para ninguém.

No entanto, com tecnologia, passa a ser possível avaliar e acompanhar o progresso dos alunos regularmente e ainda lhes dar a oportunidade de desenvolver a aprendizagem que os testes indicam que ainda é necessária, no seu ritmo. Isto é, com tecnologia, é possível ter vários testes objetivos ao longo da semana, do mês ou do ano para os alunos realizarem regularmente, de modo que os professores observem quem está avançando e quem está ficando para trás. Com recursos de resposta automática, explicação da resposta correta e proposta automática de novo desafio para quem errou uma questão, isto é, com a aprendizagem adaptativa, os alunos que estão tendo alguma dificuldade, conseguem ir se recuperando. O professor, ao acompanhar os gráficos, pode identificar os alunos que precisam de mais ajuda individual.

Esses recursos liberam o tempo de sala de aula de correção de exercícios, revisão de matéria para todos, entre outras atividades pouco produtivas, e libera tempo para realização de trabalhos em grupo, produção de textos de diferentes gêneros em sala de aula, debates, entre outros, em que o professor consegue acompanhar ao vivo o desempenho dos alunos e as competências de comunicação e colaboração que cada aluno demonstra ter. Em momentos específicos, essas habilidades também podem ser registradas em áudio e vídeo e inseridas em um portfólio para documentar a aprendizagem.

A tecnologia não ensina, não avalia e não desenvolve competências. Quem faz isso é o professor, mas há muitas ferramentas que podem ajudar a enfocar a aprendizagem com mais ênfase do que o tempo dedicado aos estudos. Isso pode ser muito útil para manter o engajamento dos alunos, para usar o seu tempo de forma produtiva, para permitir trabalhos mais interessantes e uma avaliação significativa. Também ajuda a não deixar ninguém ficar para trás, algo tão importante em tempos pós-pandemia em que começaremos a ver quantos alunos precisam de apoio para alcançar os níveis de aprendizagem esperados para a sua idade ou o seu curso.

Promover a aprendizagem híbrida envolve entender quais tarefas educacionais podem ser realizados pela tecnologia e liberar o tempo precioso do professor e dos alunos quando estão juntos na sala de aula para realizar atividades em que a criação, a colaboração, o debate e a comunicação são essenciais. A tecnologia também permite documentar a aprendizagem de maneira muito precisa. Vale a pena investigar o quanto as tecnologias mais modernas podem ajudar as instituições a se dedicarem muito mais à aprendizagem e usar o tempo previsto na regulamentação com muito mais eficácia. Se isso já pareceu impossível, não é mais.

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