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A prática leva mesmo à perfeição na aprendizagem?

  • 5 min para ler

A prática é muito importante na Estrutura de Aprendizagem Programática. As organizações precisam oferecer oportunidades para que os alunos pratiquem e apliquem as habilidades recém-adquiridas no “mundo real” em todos os programas de aprendizagem.

Os alunos vão esquecer até 90% do que aprenderam em um mês, se o conhecimento não for posto em prática. Portanto, é seguro dizer que o velho ditado “a prática leva à perfeição” é verdadeiro. A prática realmente leva à perfeição. No entanto, a maioria das soluções de aprendizagem corporativa não facilita a prática. É comum que os alunos façam um curso e nunca ponham as informações em prática, o que aumenta a probabilidade de esquecerem a maior parte do conhecimento transmitido.

A prática é parte integrante de programas de aprendizagem bem-sucedidos, especialmente ao enfrentar desafios organizacionais mais complexos. Esse tipo de aprendizagem programática ou baseada em programas tem seis componentes principais, dos quais a prática é apenas um. A aprendizagem programática fornece intervenções de aprendizagem mistas e muito mais detalhadas, que podem se estender por semanas ou meses, combinando as intervenções orientadas por dados à interação pessoal, ao feedback e à prática para promover um ensino que realmente gere mudanças comportamentais.

Então, como aproveitar a tecnologia para garantir que estamos incentivando e facilitando a prática em todos os nossos programas de ensino? Na terceira publicação da série sobre aprendizagem programática no blog, vamos mostrar como a tecnologia pode criar oportunidades para a prática no mundo real.

Por que a prática é importante para o aprendizado?

A importância de praticar uma habilidade vem da arte da repetição. A repetição é um dos processos mentais mais poderosos, pois diz ao cérebro que vale a pena lembrar daquela ação, ideia ou tarefa em particular. Assim, à medida que os alunos repetidamente aplicam no “mundo real” o conhecimento, as informações e as habilidades que aprenderam, a aplicação acaba se tornando algo quase instintivo. Pense na primeira vez em que você dirigiu um carro, por exemplo. Era preciso se concentrar para colocar o carro em movimento, trocar de marcha, olhar pelo retrovisor e virar o volante. Com o passar das suas aulas de direção, o processo foi ficando cada vez mais natural, e você começou a não precisar de tanto esforço mental. Hoje, anos depois de passar tirar a carteira, você quase não pensa nas subtarefas do ato de dirigir.

A arte da repetição é cada vez mais importante quando se trata de liderança e habilidades pessoais, como comunicação e trabalho em equipe. Geralmente, é preciso muita repetição para dominar essas habilidades complexas. Como fazer, então, para estimular nossos colaboradores a praticar e aplicar as habilidades que lhes ensinamos? Frequentemente, os alunos concluem o processo de aprendizagem e são jogados de volta em suas rotinas cheias de ocupações, ficando com a sensação de que não há tempo para colocar as habilidades recém-adquiridas em prática. Portanto, precisamos abandonar a crença de que o aprendizado termina quando você sai da sala de aula ou fecha o módulo de aprendizagem.

Como engajar alunos ocupados

Quando está desenvolvendo um programa de aprendizado, o que você considera ser o maior entrave para o engajamento? Outros cursos? O trabalho diário dos alunos? As conversas paralelas com colegas?

A verdade é que, hoje, você tem muito mais elementos que desviam a atenção dos alunos. Você está competindo com plataformas de mídias sociais, televisão, plataformas de streaming e qualquer outro serviço de entretenimento que possa imaginar. Agora que a maior parte dos funcionários está trabalhando remotamente, você está competindo com filhos, com aulas virtuais e com todas as outras distrações que a covid-19 trouxe consigo. Está cada vez mais difícil prender a atenção do aluno. Então, como fazer para conseguir o engajamento das pessoas em programas de aprendizagem de longo prazo? Como fazer com que apliquem as habilidades que ensinamos depois de concluírem a intervenção de aprendizagem? A resposta é simples: usar a tecnologia para estimular a prática.

Como usar a tecnologia para continuar o processo de aprendizagem 

A tecnologia nos permite estender o processo de aprendizagem e permite que nossos alunos adotem a aprendizagem contínua. Com a tecnologia, podemos aplicar o aprendizado programático em toda a sua extensão. Podemos integrar diversas de atividades de aprendizagem (módulos de e-learning, fóruns de discussão, job aids e assim por diante) ao longo de semanas ou meses, requerendo, assim, a participação do aluno por um longo período. Desta forma, facilitamos a repetição da prática e, com isso, aumentamos a probabilidade de retenção e domínio a longo prazo.

E como isso tudo funciona na realidade? Uma maneira de usar a tecnologia para permitir a prática é transformar a prática em tarefa de aprendizagem. Por exemplo, solicitar aos alunos que pratiquem uma habilidade com limitação de tempo. Assim que a contagem regressiva começar, eles terão alguns dias para praticar a habilidade e registrar a ação na plataforma de aprendizagem. Os mais cínicos podem estar pensando que as pessoas sempre encontram maneiras de burlar esse tipo de tarefa de aprendizagem no sistema, mas existem maneiras de evitar isso. Por exemplo, pedir que os alunos façam o upload de provas da conclusão das tarefas (como a gravação de uma apresentação, por exemplo). Ao transformar a prática em atividade de aprendizagem, você mostra aos alunos que ela não é opcional. Na verdade, é uma etapa crítica do aprendizado, que precisa ser concluída.

A importância do feedback

Os alunos vão reconhecer que estão embarcando em uma jornada desde o início do programa de aprendizagem. Eles vão reconhecer que o programa adota uma abordagem mista ao longo de um período, permitindo que aprendam, apliquem e recebam feedback para refinar a abordagem. Essa etapa final é tão importante quanto a prática.

Quando um aluno sai de uma intervenção de aprendizagem formal, é provável que tenha uma interpretação ligeiramente diferente dos colegas em relação à habilidade adquirida. Na verdade, o aluno pode ter interpretado a intervenção de forma completamente equivocada. Assim, ao praticar a “habilidade” recém-adquirida, o aluno está, na verdade, praticando um comportamento errado. Nesses casos, a repetição da prática funciona de mesma forma que funcionaria uma aplicação correta da habilidade. O problema é que, assim, ela estaria alimentando a adoção de maus hábitos e estilos de trabalho ineficazes.

Por esse motivo, é fundamental que, ao incluir a prática em seus programas de aprendizagem, você também inclua ciclos de revisão e feedback. O feedback pode ser dado de diversas maneiras, por meio de tutores, especialistas no assunto ou até mesmo por colegas. Seja qual for a maneira escolhida, o feedback é um passo crítico para dominar a liderança e as habilidades pessoais que você está tentando transmitir.

Uma cultura de aprendizagem contínua 

Uma das etapas mais cruciais para a integração da prática nos programas de aprendizagem é a mudança de mentalidade, tanto das equipes de A&D quanto dos alunos. É hora de área de A&D parar de se preocupar a dicotomia entre cursos e recursos. O conteúdo é apenas uma pequena parte de uma solução mais ampla, e o objetivo maior da solução é produzir a alunos engajados e motivados, dispostos a abraçar a aprendizagem contínua e de longo prazo. Se sua equipe de A&D estiver focada apenas na produção de cursos e recursos e seus alunos estiverem mais interessados em concluir o curso do que em aprender, você terá dificuldades para garantir a prática.

Para superar esses desafios tão comuns para equipes de A&D de todo o mundo, é preciso olhar para a aprendizagem programática. Baixe nosso e-book gratuito para saber mais sobre a estrutura que vai transformar a sua organização de aprendizagem e garantir que a prática realmente leve à perfeição.

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